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Antônio Borsoi |
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Antônio Borsoi (São Paulo, SP, 25 de Julho de 1880 - Rio de Janeiro, RJ, 14 de Janeiro de 1953), designer e mestre-artesão brasileiro. Nasceu na cidade de São Paulo, onde seus pais - Francisco Borsoi e Bonna Dinardi -, naturais de Veneza, na Itália, acabavam de chegar. Nessa cidade concluiu os seus estudos, no Liceu de Artes e Ofícios, e viveu até desposar Inaiá Pinheiro (1905). Casado, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde nasceram os seus filhos: Gérson, Semiramis, Guaraciaba e Acácio. Aqui trabalhou como arquiteto-desenhista, decorador e desenhista de móveis para várias firmas, entre elas a Companhia Marcenaria Auler (de 1906 a 1918), com os italianos Storino e Polito, e com o português Costa Pereira, no "Le Mobilier" e na "Laubish". Nesse meio-tempo, teve a sua própria fábrica de móveis, por pouco tempo, pois veio a perdê-la, endividado. A formação de seu estilo foi básicamente em função dos livros e revistas recebidos da Europa, entre os quais se destacaram o "LIllustration", "LArtista Moderno", "Modelli di Arte Decorativa", "Les Arts", "Revue Mensuel des Musées", "Moderno Decorado Interior", "LArt et Décoration", "Per LArte" e "LArchitettura Italiana". Apesar dessa formação européia, pode-se afirmar que Borsoi foi brasileiro e eclético em sua aplicação, utilizando e fundindo elementos dos estilos Art Nouveau, Art Déco, Neogótico, Império, Segundo Império, Luís XIII, Luís XVI, recriados em novas combinações, com harmonia, sem obedecer a uma ordem cronólogica ou a uma eventual pureza de estilo. Assim, desenvolveu e detalhou projetos de decoração e marcenaria para vários importantes estabelecimentos comerciais da época, como confeitarias, sapatarias, farmácias, bares e principalmente, padarias, já que era famosa a sua habilidade em projetar fornos. Borsoi trabalhava, em geral, sem horário, fazendo seus desenhos, detalhados, na escala 1:1, como era costume entre os mestres-artesãos da época. Entre as suas obras mais conhecidas no Rio de Janeiro restam-nos a Confeitaria Colombo na Rua Gonçalves Dias e o Cinema Iris na Rua da Carioca. Entre os seus trabalhos já desaparecidos destacam-se: |
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